Quatro vezes Chico

Era 1966 e Chico Buarque apresentava para o País, na voz de Nara Leão, uma canção singela, quase pueril, chamada A Banda. Dizia na letra: “Estava à toa [...]

Era 1966 e Chico Buarque apresentava para o País, na voz de Nara Leão, uma canção singela, quase pueril, chamada A Banda. Dizia na letra: “Estava à toa na vida/ O meu amor me chamou/ Pra ver a banda passar/ Cantando coisas de amor”. Enquanto se ouviam os versos, as imagens eram automaticamente criadas na mente do ouvinte: a moça feia debruçada na janela, o velho fraco dançando, a rosa triste se abrindo, a molecada assanhada.

Chico faz história para a gente ouvir, com personagens, ações e sentimentos. Na próxima terça-feira, 8, será para a gente ver. Depois da estreia do Big Brother Brasil 11, entra no ar Amor em 4 Atos, uma microssérie de quatro episódios inspirados em músicas do cantor carioca: Mil Perdões, Ela Faz Cinema, Construção, Folhetim e As Vitrines. O elenco é mais um daqueles incríveis, com Dalton Vigh, Carolina Ferraz, Malvino Salvador, Camila Morgado, Vladimir Brichta, Alinne Moraes e Marjorie Estiano, nossa entrevistada deste domingo.

Roberto Talma, que assina a direção geral, comanda ainda o episódio de número 1, Meu Único Defeito Foi Não Saber te Amar, baseado em Mil Perdões. O segundo, Ela Faz Cinema, montado em cima da música homônima e de Construção, tem assinatura de Estela Renner e Tadeu Jungle. Bruno Barreto (de O Quatrilho e Próxima Parada 174) troca o cinema pela TV e completa o time de diretores assumindo os episódios Folhetim e As Vitrines (terceiro e quarto, respectivamente). Imperdível!

Os episódios

2 – Ela Faz Cinema (quarta-feira, 12)
Letícia (Marjorie Estiano) é uma jovem cineasta que vive do sonho de finalizar seu primeiro clipe, mas não consegue se concentrar no trabalho por causa de uma obra no apartamento de cima. Assim, ela conhece Antônio (Malvino Salvador), pedreiro da obra do apartamento vizinho, e eles se encantam um pelo outro. Participam também Gero Camilo, Cacá Rosset e André Patrício. A música Ela Faz Cinema serviu apenas como mote e fica como pano de fundo no episódio. A narrativa se desenrola mesmo é sobre Construção, como a atriz contou com exclusividade ao Buchicho Estrelas (confira entrevista abaixo).

No papel da cineasta Letícia, Marjorie Estiano protagoniza o episódio Ela Faz Cinema, ao lado de Malvino Salvador. Por telefone, a atriz conversou com o Buchicho Estrelas sobre a experiência.

O POVO – Como foi receber o convite pra fazer o Amor em 4 Atos? Você é fã do Chico Buarque?
Marjorie Estiano – Muito! Acompanho o trabalho do Chico há muito tempo, gosto muito, muito. Já gravei Até o Fim no meu DVD e fiquei muito feliz com o convite. O universo do Chico é imenso, gigantesco, cada canção podia ser, em vez de um episódio, um longa. É tudo muito rico.

OP – Quais são as suas músicas preferidas do Chico Buarque?
Marjorie – Não tenho preferidas. Gosto de muitas e por razões diferentes. Em cada música, ele conta uma história de uma maneira tão sensível… Elas batem de maneiras diferentes, todas elas são muito intensas, não saberia escolher uma. Mas Até o Fim, A Banda, que são singelas e leves, mas tem diversas, como Beatriz e Construção, que são intensas e que também adoro.

OP – O seu episódio é baseado em Ela Faz Cinema e Construção. Como é a história?
Marjorie – Ela Faz Cinema é um pano de fundo dentro do episódio. É a história de uma cineasta que tem que gravar o clipe de Construção, que vai ser cantada pelo Arnaldo Antunes, e ela tem nisso a oportunidade de a carreira dela se estabelecer. A história se desenvolve no percurso em que ela está tentando realizar o clipe, se incomoda com o barulho de uma obra no vizinho, vai reclamar e se envolve com ele, que, vem a ser o pedreiro. Quer dizer, no final, os roteiristas e diretores fizeram mais um jogo de se talvez o personagem do Malvino teria feito o trajeto da música Construção ou se aquilo é só a reprodução do clipe. A história da música serve mais pra amarrar o episódio, que é uma comédia romântica. Não tem essa dramaticidade que a gente espera de Chico Buarque.

OP – Como a sua personagem, você tem vontade de ir para trás das câmeras e ser diretora?
Marjorie – Até teria curiosidade, mas não para me tornar uma diretora, mas algo que pudesse acrescentar na minha visão de atriz. O diretor tem uma visão do todo que, para o ator, acho importante. Facilitaria o meu trabalho como atriz se entendesse o trabalho do diretor, tivesse um conhecimento holístico, técnico, mais preciso. Tenho vontade de experimentar uma hora ou outra, mas não com pretensão.

Fonte: O Povo Online

09/01/2011 - Por Renata às 05:08 em Amor em Quatro AtosEntrevistaNotícias comente!
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