Confira a linda critica de um fã do teatro que se surpreendeu ao ver Inverno da Luz Vermelha. Edson Bueno contou em seu blog “A Eternidade e um dia” como foi a experiência de assistir Marjorie brilhar no palco.
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Segue abaixo uma linda critica de um fã do teatro que se surpreendeu ao ver Inverno da Luz Vermelha. Edson Bueno contou em seu blog “A Eternidade e um dia” como foi a experiência de assistir Marjorie brilhar no palco.
Hoje, no Guairinha, assisti “Inverno da Luz Vermelha”. A peça é excepcional, mas aconteceu uma coisa ainda mais emocionante que ela. Ao final, o público aplaudindo em pé, os três excelentes atores vêm à boca de cena receber os aplausos. E Marjorie Estiano estava visivelmente emocionada. Penso eu que alguma coisa parecida com o que escrevo deve ter passado em sua mente. Voltava à sua cidade, fazendo a melhor arte, num espetáculo irrepreensível e dando uma performance arrebatadora e mais ainda, esbanjando sedução. E o público devolvia em aplausos a beleza que recebera. Este espetáculo de Monique Gardenberg é daqueles que me fazem sair do teatro com vontade de comemorar e, se fosse possível, me embebedar. E digo por quê. Porque normalmente tenho a sensação de que sou um mal humorado, que por conhecer muito do metier, adivinho os caminhos pelos quais os diretores levam suas peças e um tédio mortal toma conta da minha alma. Com quinze minutos de espetáculo tenho vontade de sair. E quando vejo um trabalho tão completo, técnica e artisticamente, como “Inverno da Luz Vermelha” e fico hipnotizado, seduzido, em toda a sua extensão; percebo o quanto adoro teatro. O quanto ainda consigo me surpreender e o quanto ainda tenho que aprender sobre narrativas, tempos e ritmo. Nem é o caso de falar do conteúdo, da modernidade e da cena contemporânea. É um tipo de dramaturgia que sob uma direção segura e atores afinados, nunca envelhece. Parece teatro clássico com sua quarta parede e criação de personagens, além de uma história com começo meio e fim, não convencionais, mas ainda assim exatos; mas que esconde nas entrelinhas, que se vão escancarando cena a cena, uma profunda reflexão sobre nossos tempos e também sobre a nossa arte, o teatro. Tenho paixão por atores e Andre Frateschi, Rafael Primot e Marjorie Estiano são perfeitos. Não deixam escapar um segundo de intensidade. Com domínio excepcional da cena, controlam tempo, emoção, silêncios e palavras, como mestres. E são tão jovens. Mas destemidos, entregam-se ao teatro e usam e abusam de todo tipo de expressão. Do maior naturalismo até a composição mais completa. Deitam e rolam preenchendo todos os espaços psicológicos com drama e comédia num equilíbrio tão delicado quanto justo. E Monique Gardenberg dá uma lição de inteligência cênica. Sabe das coisas. Na volta, conversando com o Abner, falava das opções de direção. Normalmente um diretor faz o que gosta de ver. Quem gosta de beleza, busca fazer coisas belas. Monique Gardenberg é dessas. Seu espetáculo é absolutamente belo em sua feiúra e em sua expressão dolorosa da vida. Não economiza, é generoso para com o público e em tudo reflete talento e profissionalismo no mais alto grau. Tinha nas mãos uma dramaturgia de inteligência e apuro e soube dar forma a ela com artesanato sofisticado. Grande noite de teatro proporcionou o Guairinha e o Festival de Curitiba nesta noite de quarta-feira. “Inverno da Luz Vermelha” é daqueles espetáculos que inspiram, dão comichão e vontade de nunca parar de fazer e ver teatro. É teatro vivíssimo! E caso à parte, foi maravilhoso conferir o talento e a entrega dessa atriz iluminada que é a Marjorie Estiano. Foi lindo vê-la interpretar, lindo vê-la emocionar-se e lindo vê-la, talentosa e gostosa, em um espetáculo de tanta qualidade!
#Fonte: efranbueno.blog.uol.com.br
Marjorie ganha presente de fãs.
Saúde, Paz, Amor e muitas felicidades *-*
Segundo nota, Marjorie está sendo cotada para viver a Elis Regina em um musical e no cinema.