


A peça “Corte Seco” rompe a fronteira do ficcional e do real no teatro. O que acontece em volta da encenação interfere diretamente no espetáculo.
A montagem – com os globais Marjorie Estiano e Eduardo Moscovis – estreia amanhã no Sesc Consolação e fecha a trilogia da Cia. Vértice de Teatro, que já apresentou “Conjugado” (2004) e “A Falta que Nos Move” (2005).
As três, em comum, estabeleceram o uso do jogo teatral para mostrar a fronteira do ficcional e o real. Abordam padrões e comportamentos desenvolvidos nas relações sociais e utilizam as cenas como metalinguagem para discutir a estrutura teatral.
“A ideia é olhar pela janela, utilizando aspectos de testemunho, para construir um espetáculo novo todo dia”, conta a diretora Christiane Jatahy.
No palco estão dez atores,além da própria diretora, que ao vivo realiza cortes no texto. Nesses momentos, a equipe de iluminação reconfigura toda a luz do cenário e a encenação toma novo rumo. Três telões trazem imagens ao vivo dos camarins e do entorno do teatro, como olhos observando a realidade que participa da ficção.
Trechos de notícias de jornais e processos judiciais compõem as tramas, que foram construídas em laboratório por toda a equipe da peça. A trama é fragmentada, mas as histórias têm em comum o tema de interrupção, tudo que acontece e modifica a vida de uma pessoa. “O que faço é criar estruturas provocativas e seguras de improvisação de cena, que são iguais às relações e a comunicação entre as pessoas”, diz a diretora.
O improviso existe, mas é controlado. “É como uma coluna com veias. Temos uma linha e várias ramificações”. Para Christina, controlar os atores é como o papel do maestro em orquestra jazzística: “Meus movimentos são respostas do que acontecem em cena, o que gera a resposta deles e acaba me voltando diferente”.
Informações:
SESC Consolação
De 05/02 a 14/03.
Sextas e sábados, às 21h e domingos, às 19h.
Rua Dr. Vila Nova, 245
Vila Buarque / São Paulo – SP
Telefone: (11) 3234-3000
Fax: (11) 3256-2223
| R$ 20,00 | [inteira] |
| R$ 10,00 | [usuário matriculado no SESC e dependentes] |
| R$ 5,00 | [trabalhador no comércio e serviços matriculado no SESC e dependentes] |
# Créditos: Diário do Grande ABC
# Adaptação: MarjorieWorld.com.br
A peça “Corte Seco” rompe a fronteira do ficcional e do real no teatro. O que acontece em volta da encenação interfere diretamente no espetáculo.
A montagem – com os globais Marjorie Estiano e Eduardo Moscovis – estreia amanhã no Sesc Consolação e fecha a trilogia da Cia. Vértice de Teatro, que já apresentou “Conjugado” (2004) e “A Falta que Nos Move” (2005).
As três, em comum, estabeleceram o uso do jogo teatral para mostrar a fronteira do ficcional e o real. Abordam padrões e comportamentos desenvolvidos nas relações sociais e utilizam as cenas como metalinguagem para discutir a estrutura teatral.
“A ideia é olhar pela janela, utilizando aspectos de testemunho, para construir um espetáculo novo todo dia”, conta a diretora Christiane Jatahy.
No palco estão dez atores,além da própria diretora, que ao vivo realiza cortes no texto. Nesses momentos, a equipe de iluminação reconfigura toda a luz do cenário e a encenação toma novo rumo. Três telões trazem imagens ao vivo dos camarins e do entorno do teatro, como olhos observando a realidade que participa da ficção.
Trechos de notícias de jornais e processos judiciais compõem as tramas, que foram construídas em laboratório por toda a equipe da peça. A trama é fragmentada, mas as histórias têm em comum o tema de interrupção, tudo que acontece e modifica a vida de uma pessoa. “O que faço é criar estruturas provocativas e seguras de improvisação de cena, que são iguais às relações e a comunicação entre as pessoas”, diz a diretora.
O improviso existe, mas é controlado. “É como uma coluna com veias. Temos uma linha e várias ramificações”. Para Christina, controlar os atores é como o papel do maestro em orquestra jazzística: “Meus movimentos são respostas do que acontecem em cena, o que gera a resposta deles e acaba me voltando diferente”.