05/02/2010 - É hoje! “Corte Seco” estreia em São Paulo – SP

5792017A peça “Corte Seco” rompe a fronteira do ficcional e do real no teatro. O que acontece em volta da encenação interfere diretamente no espetáculo.

A montagem – com os globais Marjorie Estiano e Eduardo Moscovis – estreia amanhã no Sesc Consolação e fecha a trilogia da Cia. Vértice de Teatro, que já apresentou “Conjugado” (2004) e “A Falta que Nos Move” (2005).

As três, em comum, estabeleceram o uso do jogo teatral para mostrar a fronteira do ficcional e o real. Abordam padrões e comportamentos desenvolvidos nas relações sociais e utilizam as cenas como metalinguagem para discutir a estrutura teatral.

“A ideia é olhar pela janela, utilizando aspectos de testemunho, para construir um espetáculo novo todo dia”, conta a diretora Christiane Jatahy.

No palco estão dez atores,além da própria diretora, que ao vivo realiza cortes no texto. Nesses momentos, a equipe de iluminação reconfigura toda a luz do cenário e a encenação toma novo rumo. Três telões trazem imagens ao vivo dos camarins e do entorno do teatro, como olhos observando a realidade que participa da ficção.

Trechos de notícias de jornais e processos judiciais compõem as tramas, que foram construídas em laboratório por toda a equipe da peça. A trama é fragmentada, mas as histórias têm em comum o tema de interrupção, tudo que acontece e modifica a vida de uma pessoa. “O que faço é criar estruturas provocativas e seguras de improvisação de cena, que são iguais às relações e a comunicação entre as pessoas”, diz a diretora.

O improviso existe, mas é controlado. “É como uma coluna com veias. Temos uma linha e várias ramificações”. Para Christina, controlar os atores é como o papel do maestro em orquestra jazzística: “Meus movimentos são respostas do que acontecem em cena, o que gera a resposta deles e acaba me voltando diferente”.

Informações:

SESC Consolação
De 05/02 a 14/03.
Sextas e sábados, às 21h e domingos, às 19h.

Rua Dr. Vila Nova, 245
Vila Buarque / São Paulo – SP
Telefone: (11) 3234-3000
Fax: (11) 3256-2223

R$ 20,00 [inteira]
R$ 10,00 [usuário matriculado no SESC e dependentes]
R$ 5,00 [trabalhador no comércio e serviços matriculado no SESC e dependentes]

# Créditos: Diário do Grande ABC
# Adaptação: MarjorieWorld.com.br

A peça “Corte Seco” rompe a fronteira do ficcional e do real no teatro. O que acontece em volta da encenação interfere diretamente no espetáculo.

A montagem – com os globais Marjorie Estiano e Eduardo Moscovis – estreia amanhã no Sesc Consolação e fecha a trilogia da Cia. Vértice de Teatro, que já apresentou “Conjugado” (2004) e “A Falta que Nos Move” (2005).

As três, em comum, estabeleceram o uso do jogo teatral para mostrar a fronteira do ficcional e o real. Abordam padrões e comportamentos desenvolvidos nas relações sociais e utilizam as cenas como metalinguagem para discutir a estrutura teatral.

“A ideia é olhar pela janela, utilizando aspectos de testemunho, para construir um espetáculo novo todo dia”, conta a diretora Christiane Jatahy.

No palco estão dez atores,além da própria diretora, que ao vivo realiza cortes no texto. Nesses momentos, a equipe de iluminação reconfigura toda a luz do cenário e a encenação toma novo rumo. Três telões trazem imagens ao vivo dos camarins e do entorno do teatro, como olhos observando a realidade que participa da ficção.

Trechos de notícias de jornais e processos judiciais compõem as tramas, que foram construídas em laboratório por toda a equipe da peça. A trama é fragmentada, mas as histórias têm em comum o tema de interrupção, tudo que acontece e modifica a vida de uma pessoa. “O que faço é criar estruturas provocativas e seguras de improvisação de cena, que são iguais às relações e a comunicação entre as pessoas”, diz a diretora.

O improviso existe, mas é controlado. “É como uma coluna com veias. Temos uma linha e várias ramificações”. Para Christina, controlar os atores é como o papel do maestro em orquestra jazzística: “Meus movimentos são respostas do que acontecem em cena, o que gera a resposta deles e acaba me voltando diferente”.

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