28/06/2009 - A mil por hora

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Em entrevista ao Buchicho, a cantora e atriz Marjorie Estiano encontrou uma brechinha na agenda corrida para uma conversa por telefone. No papo, uma análise sobre a carreira, sobre como se preparou para viver Tônia, sua personagem em Caminho das Índias, sobre música e projetos futuros.

O POVO – Como você traçou e foi conciliado as carreiras de cantora e atriz?
Marjorie Estiano – Eu não sabia exatamente o que eu queria ser, se cantora ou atriz. Meus pais trabalhavam muito e eu passava o dia cantando sozinha em casa. Eu fiz cursos de técnica vocal e interpretação e fui durante um tempo aprimorando as duas profissões. A interpretação é necessária para a música e a música é parte integrante da interpretação. Eu fiz Faculdade de Música, em São Paulo, e fiz teatro profissional, então sempre procurei trabalhar as duas coisas de forma independente.

OP – Você saltou de Malhação para Páginas da Vida, atuando pela primeira vez em uma novela das 8 na Globo. Qual foi a diferença entre atuar para um público predominantemente adolescente e para o espectador do horário nobre?
Marjorie - A diferença é que o público de Malhação faz parte de um nicho muito específico e o público de novela das 8 é mais eclético e mais abrangente. Uma novela das 8 atinge bem mais pessoas de classes, idades diferentes. Claro que estar em uma novela de horário nobre te dá mais responsabilidade, a repercussão do trabalho é bem maior, mas de uma maneira ou de outra estamos atuando do mesmo jeito.

OP – Os personagens que interpretou sempre tiveram alguma carga dramática pendendo para o lado vilão ou trágico. Mais uma vez você vive uma personagem assim.
Marjorie - No início da minha carreira eu não achei que fosse entrar logo com personagens mais dramáticos, mais sérios. Primeiro foi a Natasha (Malhação) que era uma vilã, depois fiz a Marina (Páginas da Vida) que tinha que lidar com os problemas do pai alcoólatra e a Maria Paula (Duas Caras) que viveu toda aquela tragédia e dramaticidade. Eu fiz muita comédia no teatro e esperava que eu acabasse entrando na tv com um papel leve. Mas foi ótimo. Eu adorei fazer tudo e todos os papéis me acrescentaram demais. Foram personagens complexos que ajudaram na minha carreira de um modo geral. E hoje estou muito feliz de fazer a Tônia, que é também um pouco complexa, mas ela é leve, cheia de cores. Estou mesmo muito feliz.

OP - O tom cômico, característico de sua personagem, vem desaparecendo com a situação dela com o Tarso. Como você vai trabalhar isto?
Marjorie - Acho que esse lado cômico é um traço da personalidade da Tônia, embora ela sofra com a situação do Tarso essa leveza, esse otimismo acho que vão estar sempre presentes. E ela vem amadurecendo muito. A Tônia não é engraçada por ser bem humorada ou piadista, ela é engraçada sem a menor intenção. Ela é graciosa naturalmente, ela não tem a intenção de fazer a piada, ela não é humorista. Ela é graciosa porque é desajeitada, se equivoca com as coisas, faz escolhas erradas, mas a leveza dela é permanente. Ela vem perdendo essa falta de jeito e vem amadurecendo, porque ela está sentindo bastante a doença do Tarso, mas a essência dela vai permanecer.

OP - Você tem o costume de se ver na novela? Gosta de acompanhar o seu trabalho?
Marjorie - É importante assistir. Nem é que eu goste. Eu não tenho exatamente prazer ou preciso necessariamente me ver. Às vezes sim e às vezes não. Mas independente de gostar ou não, é importante estar se enxergando e ver coisas que você não tem a dimensão quando está do lado de dentro. É bom para você perceber e tentar manter um equilíbrio, fazer uma avaliação do seu trabalho.

OP - Algum plano para atuar no cinema?
Marjorie - Eu tenho muita vontade. Já tive até algumas possibilidades de fazer, mas elas sempre cruzaram com a minha agenda. Por enquanto não está dando pra pensar nisso, mas é lógico que se a oportunidade e o convite certo chegarem, eu vou adorar.

OP – “Flores, Amores e blábláblá® tem uma faixa de composição sua. Com que frequência você compõe? É um exercício pra você?
Marjorie - Eu nem me considero uma compositora até por causa disso. O compositor tem uma frequência, um compromisso de compor. Lógico que isso não é geral, mas acredito que de alguma forma seja assim. Eu sempre gostei de escrever, sejam ideias, pensamentos, cartas que não entreguei. Quando componho fico mais certa do que quero dizer e da mensagem que quero passar. Os cantores que são compositores expressam palavras que saíram da cabeça deles, é diferente. Quando você é intérprete é mais difícil fechar um repertório que você goste e cante bem, porque a música tem que encaixar em você. Eu queria me exercitar e desenvolver o dom de compor. Pra algumas pessoas é muito fácil e pra outras é um exercício. Foi assim que acabou surgindo ôDesencanto® (faixa de Flores, amores e blábláblá), mas não faço disso uma rotina, não me considero compositora ainda. Tenho intenção de compor mais, mas ainda não acho que estou explorando como poderia.

OP – Com o ritmo de gravação da novela fica mais difícil fazer shows em cidades distantes? Você ainda pretende circular com o seu ultimo trabalho ou vai esperar o lançamento do próximo para entrar em turnê?
Marjorie – Se for viável de fazer, farei com certeza. Porque durante a novela é complicado. Se tiver a viabilidade de fazer ainda com o repertório antigo vou fazer amarradona. Minha maior vontade é de estar no palco. Agora estou em pesquisa com o próximo trabalho, estou desenvolvendo o conceito ainda.

OP – Alguma previsão de show em Fortaleza?
Marjorie - Eu adoraria fazer show aí. Já tivemos diversas oportunidades, mas não conseguimos fechar nenhuma. A nossa banda é razoavelmente grande, são seis pessoas, é bastante gente e ir pro Nordeste fica caro pra fazer um show só. Se a gente pudesse viajar e ficar de quarta a domingo, fazendo um show a cada dia em cada capital do Nordeste seria mais viável. Tenho loucura pra ir pra Fortaleza e espero que consigamos ir logo.

OP – Sua mãe é baiana. Você tem contato com os parentes nordestinos? Costuma viajar de férias para essas bandas?
Marjorie - Ela é sim. Tenho contato com a minha família, mas ficamos distantes fisicamente. Tenho uma família grande na Bahia, em Vitória da Conquista. Fisicamente acho que só estive com meus avós umas seis vezes e no último Natal tive a oportunidade de reunir todo mundo aqui em casa. Então eram umas quarenta pessoas, entre tios, primos, avós aqui. Foi uma farra! Nunca tenho tempo de ir lá. Acabei indo correndo pro Festival de Natal, mas foi muito rápido. Eu adoro o Nordeste, a comida, a cultura, as pessoas… Adoro mesmo!

#Fonte: O Povo Online

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    gravatar Pedro Ronaldo Estiano
    30-06-2009 às 16:34
    Website: letrasmus.com

    Espero que um dia você venha aqui Marjorie …
    beijo do seu fã numero 1!



    gravatar marta
    05-07-2009 às 19:18
    Website:

    marjorie te admiro muito nao so como artista mas como pessoa, continue assim sempre verdadeira em tudo o que quer e fazer. voce e linda deve por dentro e por fora deve ser por isso que andre aquino te ama tanto. leio todas as suas entrevistas é por isso que acho que conheço. bjjjjjj que deus te ilumine e te ajude a vencr sempre. voce tem biblia / se tiver leia rute2:12.


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